domingo, 15 de janeiro de 2012

Por vezes apetece-me largar tudo, voltar atrás nas promessas que fiz e voltar a ter tempo para mim, para namorar, para passear ou estar simplesmente a giboiar no sofá. Hoje, mesmo com o frio de cortar, daquele que parece que nos estão a espetar facas em todo o lado, mesmo com o nevoeiro de não ver um palminho que fosse a frente do nariz, lá me levantei as seis e meia da manhã só para poder fazer a vontade a duas dezenas de crianças mimadas e rabugentas, que reclamam por tudo e por nada. Então, se elas pedem uma caminhada de quinze quilómetros, nós damos de trinta e foi o que aconteceu. Deu trabalho, ocupou tempo, muito, perdido para agradar a quem nos faz muitas vezes perder a paciência e ralhar até ficar sem voz, mas também a quem nos faz muitas vezes soltar longas gargalhadas de ir as lágrimas com situações e expressões que não lembra a ninguém, a não ser a crianças na sua mais pura inocência. Eles não estavam a espera de tanto e nós, assim como assim, também não. Nunca pensamos que conseguissem terminar todo o percurso dentro do prazo estabelecido e o mais importante sem se perderem. E são estas pequenas vitórias, deles, que me (nos) fazem pensar que afinal nem tudo é tempo perdido, que afinal ainda há simples miúdos que, não tendo laços familiares com cada um de nós, são capazes de nos encher de orgulho e perceber que afinal as vezes não falamos para o boneco. E hoje, hoje tive orgulho na minha pequena Expedição.

1 comentário:

Marta disse...

Vale a pena, vale sempre a pena ;)