terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Até onde chega a "lata" de cada um...

Quando comecei a trabalhar neste escritorio, vai para quatro anos, era tudo muito, mas muito mais simples. Ainda não havia confiança por parte dos bosses e isso fazia com que não "abusassem" do trabalho da minha pessoa. Ora os anos foram passando e desde nunca ter gozado (aquilo a que toda a gente chama de) férias, tornou-se comum telefonarem-me por diversas vezes durante o meu periodo de descanso. A minha estratégia sempre foi a de não atender, o que causou sempre uma enorme discussão porque "não é tua obrigação, mas nunca atendes o telefone". Entretanto a confiança foi crescendo, embora a minha portura tenha sido sempre a mesma desde o inicio, que fui, ao longo do tempo ouvindo e guardando para mim, os mais diversos comentarios menos simpaticos, e até desconfianças quanto a minha pessoa. 
Hoje essa confiança chegou ao ponto de, estando um dos filhos dos bosses no desemprego com a obrigatoriedade de se apresentar quinzenalmente, me perguntarem por onde andava o papel onde consta a data da próxima apresentação. Ora eu, que sei por onde para a pasta, embora não seja minha obrigação, fui a procura mas não vi papel nenhum e ao transmitir essa mesma mensagem por via telefonica apenas recebo como resposta um simples "está bem". Qual não é o meu espanto, quando ouço o moço ao telefone com a mae  e percebi que ele estava a fazer queixa que eu não sabia onde estava o papel. Mas afinal quem é que está no desemprego? Mas afinal pagam-me para ser assistente pessoal? Quem é que tem de se preocupar com essas coisas? Sou eu? Não, claro que não. E esta é uma reposta comum a todas as perguntas feitas acima.
Isto só visto, que contado ninguém acredita!

5 comentários:

Marta disse...

Bolas, é preciso ter lata!!!

Leonor disse...

Realmente há por aí muita "pessoínha" sem noção do ridículo. E os bosses, só porque são bosses, acham que temos o direito de fazer tudo o que lhes dá na real gana...

Choque disse...

Acredito em ti!
No escritório onde estou o meu patrão também acha que eu devo saber da vida pessoal dele e do baptizado do filho e do acidente da mãe, fui eu que tratei de tudo com o seguro e das compras de natal para a familia.
Não é o meu trabalho e não o faço de bom grado.
Paciência e Cara alegre. *

Nokas disse...

Isso já é abusar...das tuas competências e da tua confiança pessoal!

Evy Percebes disse...

Enfim...é só gente parva neste mundo.