segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Eu sou uma pessoa que até nem gosta de faltar ao trabalho. Se por cinco minutos que seja, quando estou a sair do quentinho da minha cama, penso nisso, logo nos segundo a seguir o meu bom senso desce sobre mim e diz que não pode ser, porque acumula muito trabalho que depois é um castigo para consegui dar vencimento, porque depois é as boquinhas dos bosses e porque no fim-do-mês depois é que custa. Assim sendo, menina responsavel que sou, só falto mesmo em casos estremos, como a morte de um familiar ou quando estou doente, doente que não me consiga levantar da cama. Daí que para mim, e não é por me ter tocado tão perto, me custe chegar ao local de trabalho e ouvir ralhar por ter faltado tantos dias, porque até foi melhor para a minha avó assim e que já deviamos estar mentalizados disso e mimimi  mimimi mimimi, trala la, pardais ao ninho.
Eu sei que não posso estar agora eternamente agarrada ao que se passou, mas penso que os primeiros tres dias não sejam uma coisa assim tão fora de normal de uma pessoa estar triste, não ter vontade de nada quanto mais vir aturar gente assim. De modos que, não levou com a minha mala em cima porque ainda estou meio atordoada e porque não estava a espera de tamanha insensibilidade.

4 comentários:

Helena disse...

É triste mas é verdade: os 5 dias que os familiares directos têm direito, não é para recuperarem da perda mas sim tratarem de burocracias.
Pah, só resta ter força e o mundo não acaba aqui. Kiss

aqui mesmo disse...

Há gente que nao se importa minimamente com o que os outros sentem. É horrivel, mas e verdade. Força*

Pacha disse...

Força, a única coisa que posso dizer por experiência, o tempo ajuda: a dor não passa, mas habituamo-nos a ela e a saudade cresce! Quanto aos outros, ignora-os porque não valem nem um pensamento.
Beijos

Marta disse...

A perda não se recupera em 5 dias, às vezes leva anos para que se consiga voltar ao passado.
Uma vez mais força.