quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Da actualidade

Quando decidi ingressar no ensino superior, os meus pais, que nunca foram de nadar em dinheiro mas que tinham as suas poupanças, só me impuseram a condição de ser uma universidade publica e o mais perto possível de casa. Ora, eu, que sempre tive contacto com a realidade em que vivia, ao concorrer, preenchi apenas dois quadrados, dos seis disponíveis, para tentar entrar, e nem a persistencia da senhora que recebeu a a minha candidatura me fez alterar a minha ideia. Concorri apenas a Faculdade de Letras de Lisboa e a Universidade Nova. Entrei, para minha felicidade na minha primeira escolha.
Analisando todos os anos que lá estive, a grande dificuldade passou, essencialmente, pelo pagamento das propinas, mesmo faseado que fosse, é sempre moça no orçamento, tudo o resto se leva, com mais calma. Hoje, ao abrir as paginas dos jornais vi que algumas Universidades Publicas vão ter propinas de 4000€ e pensei "será que saem de lá já com doutoramento e tudo?", 4000€ nos dias de hoje é imenso dinheiro, e muito acima daquilo que uma família pode pagar pelos estudos do seu dependente, fora livros, estadia e comida. Parece-me, acima de tudo, que estão a fechar cada vez mais as oportunidades a quem quer fazer alguma coisa da vida, porque quem menos pode pagar é quem mais quer chegar longe, porque vai haver sempre os que podem pagar e que depois andam lá a passear os livros, anos a fio só porque sim.

2 comentários:

Lolita disse...

Também vi essa notícia no entanto será que isso não é tudo para evitar um bocadinho a enchente de licenciados que saem hoje das universidades? Sabes quem vai ganhar com isso? Os privados porque certamente pagar por pagar que seja numa privada.. Não sei mesmo o que pensar disto. Estou no 3º ano da minha licenciatura e só espero não ter que levar com esses aumentos! :)

Nany disse...

Defendo a teoria que serve para criar pessoas de 1ª, 2ª e 3ª categoria: as de 1ª são aquelas que vão à universidade e conseguem pagá-la até terminar a licenciatura, a 2ª aqueles que conseguem frequentar o ensino secundário, que pelo preço dos livros não é fantástico, pela maneira como anda o ensino é desastroso e com um túnel escuro à frente é desmotivante. os de 3ª são os que terminam o 9º ano e sabem assinar o nome.
Depois temos os outros.
nany