quarta-feira, 28 de julho de 2010

No inicio do mês, num dos fins de semana que o M. veio a casa, decidi que devíamos fazer um passeio até a praia que tanto gostamos. Agarramos em nós, no corsa (que desta vez ficou estacionado num local cheio de carros, não fosse ser novamente assaltada) e rumamos até a costa azul alegres e bem dispostos com o dia que nos esperava. Estacionado o carro, pusemos pés ao caminho que ainda faltava uma meia hora a andar e por entre mato e pedregulhos lá nos fizemos ao trilho. Eis que, depois de ter tropeçado para ai dez vezes tropecei mais uma vez e entre pensar "ai que vou cair do precipício a baixo e já não vou aproveitar o dia" e "equilibra-te o mais que puderes" lá dei o tombo monumental em cima de duas pedras pontiagudas. Mais uma vez este meu cérebro-como-não-há-outro-igual pensou no espaço de segundos em duas hipóteses "choro... ou não choro" de modos que passados três segundos levantei-me e comecei a chorar. O M. aflito que ficou, subiu logo por ali a cima para vir em meu auxilio e disse ele "pensava que tinhas partido alguma coisa" que isto os homens são logo dramáticos a pensar. Ah caíste, então partiste qualquer coisa de certeza, caso contrario não te magoaste. Mas não, fiquei apenas com um cotovelo escalavrado e duas nódoas negras no rabo, das grandes que doem, o que para além de me causar umas certas dores a andar, fez com que tivesse de passar o resto do dia com o rabo de molho na agua (a falta de gelo...).
Esta situação leva-me mais uma vez a perceber que sou mariquinhas, mas do mais mariquinhas que há. Tudo o que eu perceba que vá causar dor faço questão de passar ao lado, chamem-me mariquinhas que quero cá saber. Sim eu sou daquelas pessoas que tem medo das doenças todas e que pensa logo no pior. Acontece sempre quando acordo a noite com ataques de ansiedade e de pânico porque não tomo os medicamentos que a medica receitou, acontece sempre quando tenho uma pequena dormência num braço nem que seja por estar a demasiado tempo na mesma posição e nunca consigo evitar pensamentos como " Ai que vou desta para melhor e deixo-o viúvo ainda antes de casar"..." ai que ninguém compreende que estou com dores horríveis de cabeça" basicamente o mais piegas possível.
Até hoje tenho conseguido apenas e só gozo por parte do M., da minha mãe e restantes membros da família. Ok...nos primeiros dez segundos eles ainda se preocupam, não mesmo ser qualquer coisa, mas depois passa-lhes e eu que fique ali a "sofrer" por mais uns minutos até perceber que não é nada e que não vale a pena estar em prantos.
E é isto...sinto-me muito melhor por partilhar com a blogosfera a pessoa mariquinhas que sou.

4 comentários:

Olhos Dourados disse...

As nossas dores são as piores, porque somos nós que as sentimos;)

Marta disse...

Não és nada mariquinhas...se desse um tralho desses ficava toda negra :P
As melhoras!
Bjs

Menina do Chuveiro disse...

Eu bem sei o que é ter negras no rabo. Simplesmente assustador

Caia disse...

Tinhas de partir alguma coisa para mereceres a atenção dele? lol